Edifício do Espectroheliógrafo na Cumeada.


Pormenor dos espelhos do Espectroheliógrafo nas instalações da Cumeada.


Edifício do Espectroheliógrafo do Observatório Astronómico da Universidade de Coimbra

Nota histórica sobre o Espectroheliógrafo

Em 1912 entrou em fase de execução o plano de trabalhos elaborado pelo Prof. Dr. Francisco Miranda da Costa Lobo (director desde 1/10/1922 a 18/2/1934), para a instalação no Observatório de um espectroheliógrafo com características análogas às do existente no Observatório de Astronomia Física de Paris(Meudon). Por falta de espaço e de outras condições indispensáveis não existentes no edifício do Observatório Astronómico, então situado no pátio da Universidade, o pavilhão do espectroheliógrafo veio a ser construído na Cumeada, junto ao Instituto Geofísico.

As dificuldades de ordem técnica que implicam a instalação do espectroheliógrafo são de morosa execução, vindo a eclosão da Primeira Grande Guerra contribuir para que o primeiro espectroheliograma só viesse a ser obtido no ano de 1926. A obtenção de imagens monocromáticas do Sol, segundo as componentes K1 e K3 da risca K do Cálcio Ionizado (CaII) começou a ser realizada sistematicamente a partir do início do ano de 1926. Só em 1989 se deu início a uma rotina de observações na risca H? do hidrogénio, através de uma rede de difracção.

Quando o Observatório Astronómico foi mudado do Pátio da Universidade para o Alto de Santa Clara foi desde logo programada a mudança do espectroheliógrafo da Cumeada para a nova localização do Observatório. Em meados de 1967 começaram os trabalhos de mudança e reinstalação do espectroheliógrafo (sob a supervisão do Prof. Dr. Simões da Silva), sendo estes concluídos em Abril de 1968. A 10 de Julho do mesmo ano voltou-se a obter espectroheliogramas de uma forma sistemática. Desde então, o espectroheliógrafo tem funcionado regularmente nestas instalações.

     
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