Figura 1 - Edifício do Espectroheliógrafo na Cumeada.
As dificuldades de ordem técnica que implicam a instalação do espectroheliógrafo são de morosa execução, vindo a eclosão da Primeira Grande Guerra contribuir para que o primeiro espectroheliograma só viesse a ser obtido no ano de 1926. A obtenção de imagens monocromáticas do Sol, segundo as componentes K1 e K3 da risca K do Cálcio Ionizado (CaII) começou a ser realizada sistematicamente a partir do início do ano de 1926. Só em 1989 se deu início a uma rotina de observações na risca Ha do hidrogénio, através de uma rede de difracção.
Figura 2 - Pormenor dos espelhos do Espectroheliógrafo nas instalações da Cumeada.
Quando o Observatório Astronómico foi mudado do Pátio da Universidade para o Alto de Santa Clara foi desde logo programada a mudança do espectroheliógrafo da Cumeada para a nova localização do Observatório. Em meados de 1967 começaram os trabalhos de mudança e reinstalação do espectroheliógrafo (sob a supervisão do Prof. Dr. Simões da Silva), sendo estes concluídos em Abril de 1968. A 10 de Julho do mesmo ano voltou-se a obter espectroheliogramas de uma forma sistemática. Desde então, o espectroheliógrafo tem funcionado regularmente nestas instalações.